Não é Meu
Outro rosto. Um rosto que não é meu, talvez de um monstro. Um
aglomerado de massa molenga. Sombras. Manchas escuras e salpicadas
na altura da testa, boca e buço. Leve penugem intercalada entre os
poros do queixo. Olhos que não são meus – são os dele – quase os de
um peixe recém fisgado, esbugalhados, inchados, etílicos. Olhos que
desejavam estar sob a terra ou presos noutra dimensão, mas
incapazes de silenciarem debaixo do peso das lágrimas. São a
expressão no silêncio, o falsete não ensaiado, a prostração da
boca, o arregalar do palato. O contraste do branco lutando com o
preto dilatado da pupila.
Trafego entre dois pólos extremos. O estado ilusório alcanço e me escapa o equilíbrio. Desejo inspiração na rotina. O quanto a felicidade alheia é capaz de incomodar e o quanto esse incômodo revela o alcance da própria mediocridade?
Trafego entre dois pólos extremos. O estado ilusório alcanço e me escapa o equilíbrio. Desejo inspiração na rotina. O quanto a felicidade alheia é capaz de incomodar e o quanto esse incômodo revela o alcance da própria mediocridade?
Click here to sign up now.
0 Comments