Thu 26th

TRIBUTO

Published by: mirna cardoso on Thursday 26th February 2009 11:02am
Que não te decepcionem as imagens da estrada...
Que nunca te deixem perder a fé,
os obstáculos surgidos do nada.
Que nunca te apaixonem mágoa ou palavra irada...
Que nunca esqueças de encontrar amor emcada palavra falada,
nem refúgio em cada circunstância atenuada.
Lembra que somos filhotes sob Sua Asa Dourada,
e Dele temos toda a bondade sonhada.
Somos força da Sua Força,
e temos a certeza de alam nunca abandonada!
Sun 22nd

FAMINTO

Published by: Adda Braga on Sunday 22nd February 2009 12:02pm

FAMINTO

Faz favor,
Avisa a todos:
Estou aqui
Perdido e com fome
Quero provar tudo o que tenho direito
Só vou comer e ir embora

Faz favor,
Avisa aqueles cuja coragem falta e também a vergonha:
Querem provar tudo o que é meu!
Por dinheiro, comerão e irão embora.
Na desculpa cínica da ignorância
Uns se escondem atrás de outros
E se é um, mais um apenas
Um,
Em meio à multidão de desavisados
Há que se ter coragem e bastante cara dura
Me comerão e irão embora...
Sun 22nd

Vanila Song (Um beijo)

Published by: Adda Braga on Sunday 22nd February 2009 12:02pm
VANILLA SONG (Um beijo)

Um beijo
O ponto de partida
O ponto de chegada
Com cheiro de vanilla
Lábios língua saliva
O primeiro beijo de morte
O último sopro de vida

Um gole de saquê
De Salto Alto
Do Almodovar
No seu quarto
Na sala de TV
Em outro planeta
Que vontade de ficar aqui
Pra sempre
Na sala de TV
Com cheiro de vanilla
Fazer um filho em você

O mundo pára
Por alguns segundos
Que contêm a eternidade
Não existe dor nem saudade
Nem barreiras temporais
Apenas o silêncio do vazio
Êxtase ensurdecedor
Que salva, que mata, que cria
Eu mais você
Saliva sua língua e a minha
O ponto de partida
O ponto de chegada
Com cheiro e gosto de baunilha
Eu mais você, ankh, nossa filha
Na sala de TV...
O último beijo de morte
O primeiro sopro de vida
Sun 22nd

Se o Passado Vier a Você

Published by: Adda Braga on Sunday 22nd February 2009 12:02pm
Pedi que viesse ao meu encontro. Desde quando sua verdadeira face desvendei. Vi assinados seus muitos nomes: Inveja, Cobra, Dissimulada, Corrupta.
Nunca mais me enganei. Iguais a você reconheço de longe, hoje.
Confesso: demorou para que desocupasse grande parte dos meus pensamentos, foi um processo longo e árduo.
Mas com o tempo, e sem o menor esforço, você foi se recolhendo, fazendo juz à proporção
da sua insignificância
até que, finalmente, passou a ocupar o espaço merecido - nenhum - na mente, quiçá coração!
Engraçado como você caiu no limbo do esquecimento. Lá ficaria. Não fosse hoje.
Por tanto tempo, pedi que viesse ao meu encontro. Sozinha. Covarde, não veio.
Usando sua muleta, veio hoje.
Por alguma razão, dessas que a própria não explica, meus olhos a atravessaram e não a vi. Infelizmente! Não pense que a ignoraria.
Não perderia a oportunidade de presenteá-la com as palavras que tenho guardadas.
Vindo de você, não acredito em coragem.
Pra fugir das mentiras, inventou outras novas
e escondeu-se sob um cobertor estampado com a realidade que queria.
Não acredito na sua coragem. Tanto que hoje não foi capaz de ir até o fim.
NÃO ACREDITO NA SUA CORAGEM. MAS ENTENDO SEUS MOTIVOS.
QUER QUE EU A LIBERTE DAS CORRENTES QUE ARRASTA.
NÃO CABE A MIM.
Sun 22nd

Não é Meu

Published by: Adda Braga on Sunday 22nd February 2009 12:02pm
Outro rosto. Um rosto que não é meu, talvez de um monstro. Um aglomerado de massa molenga. Sombras. Manchas escuras e salpicadas na altura da testa, boca e buço. Leve penugem intercalada entre os poros do queixo. Olhos que não são meus – são os dele – quase os de um peixe recém fisgado, esbugalhados, inchados, etílicos. Olhos que desejavam estar sob a terra ou presos noutra dimensão, mas incapazes de silenciarem debaixo do peso das lágrimas. São a expressão no silêncio, o falsete não ensaiado, a prostração da boca, o arregalar do palato. O contraste do branco lutando com o preto dilatado da pupila.
Trafego entre dois pólos extremos. O estado ilusório alcanço e me escapa o equilíbrio. Desejo inspiração na rotina. O quanto a felicidade alheia é capaz de incomodar e o quanto esse incômodo revela o alcance da própria mediocridade?
Sun 22nd

Morfina

Published by: Adda Braga on Sunday 22nd February 2009 12:02pm

Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

MORFINA

Que adianta lutar contra algo que é inevitável?
Mais fácil fugir e deixar como está
Calar para não ter que escutar
Lamúrias
que não sejam as minhas próprias
Locar um filme
Uma realidade diferente
Distrair a mente
Me boicotar

Na veia...

Inteligência é burrice
Amor, desamor
Saúde é doença
Sanidade, loucura

Na veia...

E como fica feio, muito feio
E cômodo, plácido, desesperador e estático
Meu abismo, meu escuro, meu casulo, meu amor!

Ouço sons e vozes, tique-taque, sinos
Nervoso tique-nervoso
Me como, me espremo
Unha, cabelo encravado, Amor
Cravado
No peito!
Na veia! [que transborda amor]

Na veia! [Morfina, por favor!]
Sat 21st

A Música que Seria a Deles (Partes em html)

Published by: Adda Braga on Saturday 21st February 2009 11:02am

A música que seria a deles (Partes em html)

Debruçada nos cotovelos
sentada frente à mesa redonda
de ônix
Estava louca, muito louca
Mas só durou o começo

Veio a concentração
que trouxe a tela
de códigos, símbolos e cripto-linguagem
O coração não fala em html...

Ansiosa, tenta ouvir a música
que imagina que seria a deles,
caso tivessem se conhecido,
enquanto escreve estas palavras -
outros códigos, mais símbolos -;
o código da língua,
que também não fala em html

... A língua
quando desliza
desvenda a linguagem do corpo,
decifra se há amor...
Não tenho nada a confessar.
Você não me conhece.
Ainda...

Esqueceu-se do estômago oco,
atendeu ao telefone diversas vezes.
Nada importante
do outro lado da linha
Com um dos ouvidos,
automaticamente, respondia.
Com o outro
precisava escutar
seguidas e seguidas vezes,
a música que seria a deles,
caso um dia fossem se encontrar.
Para manter-se escrevendo
a inspiração brotada
das partes dele

Acendeu outro cigarro
E perdeu-se na visão
das imagens de si própria
num labirinto escuro, turvo, esfumaçado,
cheio de rostos desconhecidos
que não eram o dele
ou seriam?
Procurando...

Procurando partes dele.
Não se conheciam.
Procurando pelas partes
que podiam ser as dele.
Wed 18th

LIVRE

Published by: mirna cardoso on Wednesday 18th February 2009 03:02am

Livre, porque te amo livre!

Nascendo na alegria,

morrendo de saudade,

indo ao fim do dia,

indo além da verdade.


Livre, porque te amo livre!

Para encontrar teu norte,

entender o destino;

desdenhar da sorte,

renascer menino.


Livre, porque te amo livre!

Para ser mais do que tudo,

a certeza do encontro,

o apelo mudo.

A emoção do pranto,

o sentimento fundo...


Livre, porque te amo livre!

Para sentir o cheiro de terra,

o trovão no infinito...

ser o ponto que encerra,

e renascer mais bonito!

Thu 5th

Tamborim

Published by: Gustavo Moura Brasil on Thursday 5th February 2009 03:02am
Blog dedicado à temas como: poesia, escritores, cronicas, criticas, contos, Atualidades, Cultura e mais.
Rio de Janeiro, Brasil
Sun 12th

Fugindo Numa Tela de Van Gogh

Published by: Andre Soares on Sunday 12th October 2008 11:00pm

FUGINDO NUMA TELA DE VAN GOGH
(André L. Soares)
.
Cansado das vãs teorias,
busco a letargia
dos alienados felizes.
Não quero saber da política,
viro as costas ao feio
e à hipocrisia.
Entrego-me à incoerência;...
só vou ouvir os pássaros
e apreciar as orquídeas!

Chega de tantas mentiras,
da esperança perdida
da pesada leitura.
Fico à margem dos dias,
da falsa engrenagem
das tristes notícias.
Cedo-me à ignorância;...
só vou ouvir os pássaros
e apreciar as orquídeas!

Farto das ideologias,
dos beijos de Judas,
das falas prolixas.
Renego as tramas noturnas,
as turvas matizes
e as falácias da vida.
Rendo-me à intolerância;...
só vou ouvir os pássaros
e apreciar as orquídeas!
.
.
.

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